É engraçado como funciona a cabeça das pessoas, ou pelo menos como funciona a minha cabeça. Não te quero, mas quero que me queiras. Que me sintas a falta. Que me desejes. Que não me esqueças. Que lamentes todos os dias aquele em que decidiste percorrer o caminho mais fácil, o que tinha menos curvas, o que todos esperavam que trilhasses. Nunca percebi se te quero castigar ou se é apenas uma forma de manter o meu ego nas nuvens, bem ao estilo não-me-tens-mas-não-me-esqueces-e-eu-serei-sempre-a-mulher-da-tua-vida".
Às vezes acho que te amo, às vezes acho que te odeio. Tenho também aqueles momentos em que acho que me és indiferente. Normalmente, se te odeio, estou a lembrar-me do dia em que não tiveste a coragem de seguir pelo nosso caminho. Que foste um fraco. E que isso só pode significar que não gostas de mim. E este é meio caminho andado para te odiar. Faço sempre este exercício nos momentos seguintes a achar que te amo.Depois do amor e do ódio vem o momento da indiferença. Nestes momentos até podíamos ir almoçar juntos, como bons amigos. Conversar sobre os nossos filhos, a escola, as nossas relações amorosas, a nossa família....
Ah, e também te odeio quando sinto que não sou feliz com a pessoa que tenho ao meu lado. Acho que aí até te odeio com mais força, que te penalizo e culpabilizo pela minha infelicidade. Se tivesses tido a coragem de apostar em nós eu poderia estar ao lado de alguém que amo, em vez de estar simplesmente (apenas) ao lado de alguém. Odeio-te tanto nestas alturas!
Enviei a resposta ao teu email e, no fundo, sabia que me irias responder uma vez mais. Que desta vez o meu email não iria ser o último desta nossa tão breve "conversa".
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